Assine nossa newsletter

Como o estresse pode afetar a saúde do cabelo

Sobrecarga de trabalho, falta de dinheiro ou a perda de alguém querido são causas comuns de estresse, que podem gerar reações físicas e emocionais do corpo

Alguns desses efeitos são tensão, cansaço e irritabilidade. Outro bastante importante é a queda de cabelo, condição que afeta, sobretudo, a autoestima. 

Por que o estresse pode causar queda de cabelo?

A queda de fios devido ao estresse é associada à elevação nos níveis de cortisol, hormônio produzido pelo organismo em resposta a situações de perigo ou ameaça. 

Também conhecido como hormônio do estresse, o cortisol tem função importante na regulação do metabolismo. 

Se estiver em excesso na corrente sanguínea, esse hormônio pode afetar, por exemplo, a absorção de substâncias essenciais para a saúde.  

Micronutrientes, como vitamina A, B, C, D, E, ferro, selênio e zinco, contribuem com a renovação celular dos folículos pilosos, estruturas responsáveis pela produção e crescimento dos fios. A carência desses nutrientes pode levar à queda de cabelo. 

Recentemente, cientistas também descobriram possíveis efeitos diretos de hormônios ligados ao estresse na renovação celular que ocorre durante o ciclo de vida dos fios.  

Em estudo com roedores sobre a corticosterona, hormônio associado ao estresse similar ao cortisol em humanos, foi constatado que essa substância pode inibir a regeneração dos folículos, que acabam permanecendo em repouso por mais tempo. 

Sem a devida multiplicação celular, os tecidos da região não se renovam, fazendo com que os fios caiam com facilidade. 

Covid como causa de queda de cabelo

Altos níveis de estresse também estão associados a alguns distúrbios capilares. Um deles se chama eflúvio telógeno, caracterizado pelo aumento da queda diária de fios de cabelo. 

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), essa condição tem como causa algum evento estressante, como uma infecção ou um transtorno psicológico. 

Esse distúrbio acelera o ciclo dos fios, fazendo com que passem à fase de queda mais rapidamente.

Durante a pandemia, cientistas constataram que a infecção por covid-19 se transformou em uma das causas frequentes e comuns de eflúvio telógeno, identificado em um quarto das pessoas infectadas pelo novo coronavírus. 

“A covid é um dos principais fatores que levam os pacientes a nos procurarem por queda de cabelo. Não é a calvície clássica. É uma queda que acontece de três a seis meses após a infecção pela covid”, afirma a médica dermatologista Fabia Schalch, da comunidade de saúde da Alice.

A boa notícia é que essa perda acelerada é temporária e o ciclo de crescimento dos fios tende a voltar ao normal com o passar do tempo. Isso porque o eflúvio é considerado um distúrbio autolimitado, ou seja, tem duração predeterminada de dois a quatro meses. 

Em teoria, segundo a SBD, não é necessário um tratamento específico no couro cabeludo, a não ser que haja outra doença associada. 

Covid longa: entenda como a síndrome pode afetar a saúde mental

Como gerenciar o estresse e recuperar a vitalidade dos fios

A queda dos fios afeta diretamente a autoestima, uma vez que os cabelos compõem nossa aparência física e fazem parte da nossa identidade. 

Quando a perda de fios não tem uma causa física determinada, que possa ser revertida com tratamento clínico, a alternativa para recuperar a vitalidade das madeixas é gerenciar o estresse. 

“Primeiramente, busque identificar a fonte do estresse e se organize para modificar o contexto ou a situação”, sugere Aline Prato, psicóloga do Time de Saúde da Alice

Segundo a profissional, se não for possível se afastar do que causa o estresse, deve-se buscar maneiras de aliviar a tensão. 

“Opte por fazer terapia, praticar exercícios físicos regulares, meditação e ter contato com a natureza. Estudos mostram que 10 minutos na natureza reduzem significativamente o estresse”, destaca a psicóloga. 

10 maneiras de diminuir o estresse

  1. Mantenha uma alimentação balanceada e saborosa
  2. Pratique exercícios físicos
  3. Medite e faça respirações profundas
  4. Passeie ao ar livre e entre em contato com a natureza
  5. Conecte-se com pessoas queridas
  6. Escreva sobre seus sentimentos
  7. Converse com alguém de confiança ou faça terapia
  8. Dedique tempo a hobbies ou serviços voluntários
  9. Relaxe com atividades prazerosas, como sessões de massagem
  10. Tente ser positivo diante das adversidades

Em situações que aumentam a carga de estresse, como a pandemia, uma dica para não se abater é ressignificar a importância de coisas simples. 

“Em meio a tanta preocupação e sofrimento, sempre busque atividades prazerosas, por menores que sejam. Algumas práticas como o distanciamento físico ainda são exigidas, mas manter conexões e proximidade emocional com outras pessoas pode ajudar. Abrir mão do controle e fazer o nosso melhor nesse contexto são o melhor caminho”, finaliza a psicóloga Aline Prato. 


Porque plano de saúde já não é mais suficiente.

Artigos Relacionados

Ilustração do cérebro com smiles

Mente

O que é a serotonina e como ela age no nosso corpo?

13/06/2022 • 5 min de leitura

Como treinar o cérebro

Mente

Como treinar o cérebro para a felicidade? Confira

10/05/2022 • 5 min de leitura

depressão na gravidez

Mente

Depressão na gravidez: relato de Britney Spears traz luz ao problema

18/04/2022 • 6 min de leitura

Mente

Como falar sobre emoções com as crianças

28/03/2022 • 7 min de leitura