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Você tem as competências profissionais mais exigidas pelo mercado?

Você já ouviu falar da Lei de Moore? É uma expressão usada para se referir à previsão feita em 1965 por Gordon Moore de que o poder da computação aumentaria exponencialmente, ao passo que o custo de produção cairia a um ritmo vertiginoso. 

Passados mais de 50 anos, essa espécie de “profecia” é mais do que realidade. Ano após ano, são registrados recordes de velocidade em transmissão de dados. 

Novas utilidades para a tecnologia também são lançadas constantemente, abrangendo a inteligência artificial, o armazenamento em nuvem, a internet das coisas (Internet of Things – IoT) e o metaverso. 

A internet das coisas é uma espécie de rede em que objetos são conectados a sensores, softwares e outros equipamentos para coleta e troca de dados. Já o metaverso é um conjunto de ambientes virtuais imersivos que replicam situações reais por meio de dispositivos digitais.

Para um bom desempenho profissional, acompanhar e assimilar esse desenvolvimento tecnológico é fundamental, assim como expandir outras habilidades.

O Fórum Econômico Mundial prevê quatro campos de competências profissionais que serão altamente demandadas até 2025: solução de problemas, autogestão, trabalho em equipe e domínio das ferramentas eletrônicas. 

Essa projeção coincide com outros estudos e levantamentos. Para que você fique por dentro do que as empresas mais procuram, selecionamos seis habilidades principais:

1. Resolução de problemas

A capacidade de pensar lógica e criticamente para resolver problemas é considerada essencial num mundo em constante mudança. 

Para competir no mercado, as empresas terão de se reinventar com frequência para oferecer produtos e serviços que atendam às novas necessidades do consumidor. 

Perceber as tendências, identificar dificuldades e fazer as perguntas certas para chegar às melhores soluções será crucial.

A aptidão em solucionar problemas vigora há alguns anos como uma das habilidades comportamentais (soft skills) mais valorizadas no mercado de trabalho, conforme apontou relatório do LinkedIn de 2019

A pesquisa Job Outlook 2022 também coloca a resolução de problemas no topo das exigências para recém-formados. Cerca de 85% dos empregadores que participaram do levantamento apontaram esse atributo como requisito para contratação, seguido por habilidades analíticas e quantitativas (78%).  

2. Criatividade 

Se o mundo está em evolução contínua, haverá sempre novos desafios. Para superá-los, além de pensamento crítico e analítico, é necessária uma boa dose de criatividade.

Nesse aspecto, os computadores ainda não superaram a capacidade humana de encontrar novas maneiras de resolver problemas e de aperfeiçoar métodos e produtos. 

A observação atenta, a curiosidade e a imaginação são particularidades que propiciam a inovação.

A criatividade é também uma soft skill. Muito buscada por startups, demonstra a capacidade de encontrar novas abordagens que os outros não enxergam. 

Somam-se a essa competência habilidades cognitivas como originalidade, fluência de ideias e aprendizado ativo.

De acordo com o relatório The Future of Skills/Employment in 2030, esses atributos impulsionam o pensamento sistêmico, que inclui “reconhecer, entender e agir em interconexões em sistemas sociotécnicos”.

3. Trabalho em equipe

Mudanças nas formas de trabalho são outro efeito dos progressivos avanços tecnológicos.  O processo de adaptação pode demandar adequações em diversas funções, que, juntas, contribuem para os resultados almejados pelas empresas. 

Por isso, pessoas com espírito colaborativo e capazes de influenciar positivamente os colegas têm maiores chances de serem bem-sucedidas. 

Estudo do Institute for the Future destaca ainda que a capacidade de trabalhar em equipe ganhou nova vertente com a expansão do trabalho remoto. 

As lideranças estão sendo desafiadas a coordenar equipes a distância, promover engajamento e gerir ações de maneira construtiva. 

Dos membros do time, igualmente, espera-se que atuem em cooperação virtual. 

4. Comunicação assertiva

A comunicação é um processo de mão dupla, que envolve emissor e receptor. Por isso, um bom comunicador sabe não só se expressar mas também ouvir e assimilar as ideias de seu interlocutor.

Quando a comunicação é clara, há maior precisão no desenvolvimento das atividades profissionais e menos retrabalho. Evitam-se erros e ruídos.

Quem consegue trocar informações assertivamente, compartilhando opiniões, experiências e comportamentos, tende a construir melhores relacionamentos, o que torna o ambiente de trabalho mais agradável. 

Em pesquisas, a comunicação está sempre entre as competências mais exigidas por envolver diversos aspectos: comunicação oral, não verbal e escrita. 

Sobre isso, vale também destacar o contexto de teletrabalho, em que as pessoas interagem com frequência por meio de chats, e-mails e aplicativos. 

Textos mal escritos ou que possam levar a diferentes interpretações podem comprometer a cadeia de trabalho e trazer consequências negativas. 

Como utilizar a comunicação não violenta no trabalho

5. Flexibilidade e autogestão

Durante a pandemia da covid-19, grande parte dos trabalhadores teve a oportunidade de experimentar o trabalho remoto, o que exigiu muita flexibilidade para equilibrar as tarefas profissionais e os compromissos particulares. 

A rotina no home office acelerou a tendência de prestação de serviços fora dos escritórios tradicionais. 

Vale lembrar que espaços de coworking já demonstravam a possibilidade de novas dinâmicas para a realização de múltiplas atividades. 

Essa autonomia na administração das tarefas exigiu que habilidades relacionadas à autogestão fossem despertadas. Administrar o tempo e gerenciar o estresse são algumas delas. 

Também foi necessário desenvolver a inteligência emocional e a resiliência, competências altamente demandadas em circunstâncias de sucessivas transformações. 

Estudo de um instituto norte-americano voltado para a inovação associa ainda o autocontrole, a orientação para resultados, a perspectiva positiva e a adaptabilidade à capacidade de autogestão. 

6. Habilidades tecnológicas

Até este ponto já deu para perceber que as habilidades comportamentais (soft skills) são tratadas como diferenciais nos processos de seleção e promoção. 

Entretanto, o domínio de habilidades técnicas (hard skills) sempre será o ponto de partida das contrações, conforme o segmento de mercado ou a função na cadeia produtiva. 

Independentemente do ramo profissional, adquirir desenvoltura no uso das novas tecnologias se torna cada vez mais básico.  

O Institute for the Future utiliza o termo “alfabetização midiática” para descrever a capacidade de avaliar criticamente e desenvolver conteúdos a partir de novas plataformas e formas de mídia. 

E o aprendizado sobre como utilizar as mais diversas ferramentas eletrônicas deverá ser contínuo.

“Para ter sucesso na próxima década, os indivíduos serão cada vez mais chamados a reavaliar continuamente as habilidades de que precisam, e a rapidamente reunir os recursos certos para desenvolvê-las e atualizá-las. Os trabalhadores no futuro precisarão ser adaptáveis aprendizes ao longo da vida”, defendem os autores do estudo.

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