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Como ser mais confiante no trabalho e na vida

Ter autoconfiança pode ser um desafio principalmente para profissionais autônomos, que estão um pouco mais distantes das rotinas corporativas de feedback e têm menos clareza se estão errando ou acertando.

Confiança no trabalho

Para ter mais autoconfiança no trabalho e na vida é importante, antes de tudo, conhecer as origens do problema.

A psicóloga Bárbara Markway, uma das autoras de “O livro de exercícios de autoconfiança: um guia para superar a dúvida e aumentar a autoestima”, explica em um artigo publicado no site Psychology Today que há cinco razões principais para a falta de confiança:

  • questões genéticas e de temperamento: a composição genética afeta a quantidade de certos hormônios – como a serotonina e a ocitocina – que aumentam a confiança. Além disso, pessoas que são naturalmente mais hesitantes e vigilantes, especialmente em circunstâncias desconhecidas, podem ter uma tendência chamada de “inibição comportamental”. Isso não pode ser considerado totalmente ruim, porque impede ações impulsivas, mas precisa ser trabalhado para não afetar a autoconfiança.
  • experiências de vida: a falta de confiança em si mesmo pode ser resultado de situações vividas no passado e que deixaram marcas na psiquê. Algumas delas são: traumas, o tipo de criação recebida, abusos sofridos (incluindo os emocionais, como bullying) e discriminação por gênero, raça ou orientação sexual. “Se você foi alvo de discriminação, pode ter internalizado algumas mensagens negativas e falsas sobre seu potencial ou sobre “pertencer” (a um determinado grupo)”, explica a psicóloga 
  • desconhecimento sobre como se constrói autoconfiança: muitas vezes, há a ilusão de que somente depois de algo ocorrer como se espera é que a confiança será despertada. Mas na verdade o correto é o processo inverso. “Para desenvolver a autoconfiança, é preciso agir de forma confiante, em vez de esperar se sentir confiante para agir”, diz Markway. O perfeccionismo também aparece nesse contexto. “Se acreditarmos que temos que descobrir tudo antes de agir, esses pensamentos podem nos impedir de fazer as coisas que valorizamos.”
  • redes sociais: por causa delas, ficamos mais propensos a comparações, o que pode nos deixar insatisfeitos com quem somos ou com o que temos. 

“É fácil acreditar que todos ao seu redor têm o casamento perfeito, uma carreira dos sonhos e uma aparência de supermodelo. Mas lembre-se: o que as pessoas publicam online é fortemente curado e editado. Todo mundo tem dias ruins, dúvidas e imperfeições físicas”

Bárbara Markway, psicóloga 
  • ansiedade e depressão: a autoconfiança pode também formar um ciclo vicioso (ou virtuoso!) com a ansiedade ou a depressão. Uma coisa pode afetar a outra, e o ideal é desenvolver a confiança em si mesmo para tratar a ansiedade ou depressão – e vice-versa. 
Confiança no trabalho

Como ter autoconfiança na vida

A autoconfiança geralmente é associada a palavras como coragem, segurança, disposição, entusiasmo, perseverança e fé.

Reparou que os termos são todos positivos? É que para desenvolver a autoconfiança é recomendada uma mudança de perspectiva para viver de forma mais otimista, explica Aline Prato, psicóloga da Alice. E como fazer isso? Ela explica abaixo.

7 dicas para quem quer aumentar a autoconfiança

  1. Exercite o autoconhecimento e valorize seus pontos fortes

“É através do autoconhecimento que passamos a identificar e reconhecer nossas potencialidades e pontos para desenvolvimento. A consciência de nós mesmos –  o como pensamos e nos comportamos, a partir da nossa história e experiências –  é nossa principal ferramenta para isso”, lembra a psicóloga, acrescentando que desenvolver a inteligência emocional é outro fator importante. 

  1. Pratique a gratidão

Diversos estudos já apontaram que praticar a gratidão é um hábito para aumentar a motivação no trabalho e na vida. “Expressar gratidão leva as pessoas a reunir esforços para melhorar a si mesmas”, afirmam Christina Armenta, Megan Fritz e Sonja Lyubomirsky, pesquisadores na Universidade da Califórnia.

  1. Elimine a linguagem negativa do seu vocabulário

Já pensou em substituir o “se eu conseguir” pelo “quando eu conseguir”? Uma simples palavrinha pode direcionar o pensamento para um objetivo e ajudar a alcançá-lo. Outras trocas possíveis são: “nunca vou conseguir” por “vou conseguir fazendo (isso)”; “não tenho capacidade” por “posso buscar aprender” ou “tenho essa alternativa”.

  1. Busque estar perto de quem te põe para cima

Vampiros emocionais são pessoas propensas a causar desânimo, a reclamar o tempo todo e a desqualificar quem encontram pelo caminho. Se você se lembrou de alguém com esse perfil, talvez seja melhor se afastar um pouco. Se isso não for possível, por ser um parente ou colega de trabalho, entenda que esse comportamento negativo é um problema da pessoa e não seu. Assim fica mais fácil ignorar os comentários depreciativos.  

  1. Espelhe-se em pessoas que você admira

Observe hábitos, atitudes e comportamentos de pessoas que você admira. Espelhar-se nela é uma das formas para se ter mais autoconfiança. 

  1. Busque informação e inspiração 

Para desenvolver a confiança, há muitos livros que podem ajudar, além de filmes, séries e podcasts. Palestras e grupos de apoio são outras alternativas para uma injeção de ânimo. Vale ainda seguir perfis nas redes sociais que trazem energias positivas e inspiração.

  1. Dê unfollow nos perfis que podem ser ‘tóxicos’ para você

Que tal deixar de seguir aqueles perfis que acrescentam pouco à sua vida? A psicóloga Aline Prato reforça: “O que vemos ali são vidas editadas e montadas para um objetivo específico, mas que geram comparações injustas e irreais”.

Como ser autoconfiante no trabalho

Profissionais autônomos ou freelancers não costumam contar com um feedback estruturado para saber como anda o desempenho no trabalho. E quando o cliente não diz nada sobre a qualidade do serviço, pode vir aquela insegurança e, consequentemente, a falta de confiança em si mesmo. 

Para quem quer se sentir mais otimista quando o assunto é trabalho, as dicas incluem buscar o aperfeiçoamento constante, estar aberto a receber críticas e tentar aprender com elas. Além disso:

  • Peça conselhos e feedbacks;
  • Faça cursos para melhorar habilidades;
  • Aceite desafios;
  • Aprenda com os erros;
  • Construa uma boa rede de relacionamentos;
  • Estabeleça metas e celebre pequenas vitórias;
  • Considere participar de mentoria ou orientação de carreira.

“Siga fazendo aquilo que você faz bem. E treine aquilo que você não sente que faz tão bem. Boa parte das habilidades são treináveis, mas nunca seremos incríveis em tudo. Por isso, reconheça seus limites e busque sempre novas perspectivas”

Aline Prato, psicóloga da Alice 

Porque plano de saúde já não é mais suficiente.

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