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Burnout: como reconhecer que o corpo precisa parar

celular com pouca energia ao lado de um carregador

Em 1º de janeiro deste ano, a síndrome de burnout entrou para lista de doenças ocupacionais reconhecidas pela OMS (Organização Mundial da Saúde). Com a mudança, trabalhadores poderão pedir às empresas afastamento caso sejam diagnosticados com a condição.

Mesmo diante da nova regra, o assunto ainda é tabu, e pedir dispensa das funções laborais não é tão simples, já que muitos trabalhadores sentem medo de expor o problema aos chefes.

“O afastamento é obrigação legal da empresa, mas, claro, naturalmente as pessoas têm receio e dizem ‘dou conta’ ou ‘meus colegas vão ser prejudicados’”, ressalta Stephanie Witzel, psicóloga da Alice.

Como reconhecer o problema

O burnout é desencadeado por estresse crônico no trabalho e provoca sintomas que podem ser físicos ou mentais. A doença pode demorar meses ou anos para se intensificar e, muitas vezes, não é tão fácil reconhecer ou admitir que se está com a síndrome.

Geralmente, o corpo começa a apresentar diversos sinais e os sintomas mais comuns são dor de cabeça, enjoo, queimação no estômago, crises de choro, queda de cabelo, taquicardia e ansiedade excessiva.

A irritabilidade com pessoas ao redor também pode surgir, e dificilmente a pessoa afetada percebe que está doente.

Ir ao trabalho todos os dias também se torna uma tarefa difícil, e simples ações como abrir o notebook ou checar um email podem ocasionar choros, ansiedade e palpitações no peito.

Segundo a OMS, o burnout é caracterizado por:

  • sentimentos de falta de energia ou exaustão
  • sensação de distância do trabalho ou sentimentos negativos e cinismo em relação a ele
  • redução da eficácia profissional

Como falar sobre a síndrome no trabalho

Mesmo sendo um tema que ainda gera constrangimento no ambiente de trabalho, os sinais de burnout devem ser levados aos superiores dentro da empresa, independentemente da função que a pessoa afetada ocupa.

Existem maneiras para que o funcionário faça isso e possa ter um diálogo saudável com seus superiores. Segundo Stephanie Witzel, o ideal é ter uma conversa franca e expor que está sofrendo com sintomas de ansiedade e reforçar que esses sinais estão prejudicando o seu desempenho.

“Ao falar com o chefe, lembre-se que se trata de um ser humano falando com outro. Ela não será a primeira ou única pessoa a passar por isso. Fale abertamente. O outro não tem como adivinhar o que você sente”, destaca Jainan Barretto, psicóloga da Alice.

‍Profissões que estão mais suscetíveis à síndrome

Diante da rotina estressante do dia a dia, muitas pessoas acabam negligenciando os sintomas do burnout. Alguns trabalhadores podem sofrer mais com o problema, devido à grande exposição que sofrem, seja por causa de demandas físicas ou mentais.

Geralmente, profissões que precisam lidar com metas e demandas de urgência sofrem mais com a doença, como policiais, jornalistas, médicos, atendentes de telemarketing, professores, enfermeiros e outros.

Tratamento para Burnout

Quando o médico dá o diagnóstico de burnout, a pessoa precisa ser afastada da rotina e do ambiente de trabalho. É necessário fazer pausas, que serão estipuladas pelo especialista, e realizar mudanças no dia a dia.

O tratamento ocorre de forma multidisciplinar com médicos, como psiquiatra ou médicos da família, e psicoterapia. É ainda recomendado fazer mudanças alimentares, praticar atividade física e realizar tarefas que proporcionem prazer no lado social.


Porque plano de saúde já não é mais suficiente.

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