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Por que é importante vacinar as crianças contra a covid-19?

vacinar crianças contra covid-19

A pandemia de covid-19 “está longe de terminar”. 

A declaração é de Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), que alerta as populações para o avanço rápido da circulação da variante ômicron.

Com a retomada das atividades sociais e diminuição das taxas de isolamento, diversos países, assim como o Brasil, voltaram a conviver com altas taxas de contaminação pelo coronavírus. 

A evolução da vacinação na população tem efeito de proteção contra as formas graves da doença, diminuindo drasticamente o número de óbitos pela covid-19, mas não impede totalmente a transmissão do vírus.  

Soma-se a isso o fato de que muitas pessoas continuam sendo vulneráveis à covid-19 e estão cada vez mais expostas a nova variante do vírus, como é o caso das crianças e adolescentes.

Justamente por isso, governos e entidades ao redor do mundo construíram programas específicos de imunização para os mais jovens, que estão em vigor desde o final de 2021.

No Brasil, o Ministério da Saúde também incluiu as crianças e adolescentes (de 5 a 11 anos) no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação Contra a covid-19. 

Entenda, a seguir, como funciona a vacinação de crianças e adolescentes contra a covid-19 no país.

Por que é importante vacinar as crianças e adolescentes contra a covid-19

A OMS aponta que crianças de 5 a 11 anos são um dos grupos mais afetados pela nova onda de covid-19 na Europa.  

No Brasil, de acordo com a organização, a covid-19 foi a doença imunoprevenível que mais causou óbitos em crianças e adolescentes em 2021.

O cenário é desafiador para todos, e a vacinação infantil é uma ferramenta segura e disponível para proteger e prevenir casos graves da doença.

“É importante destacar que os laboratórios desenvolveram um produto específico para a vacinação desse grupo que vai ajudar a proteger, além das próprias crianças, quem está ao seu entorno – incluindo as crianças menores de 5 anos que ainda não podem ser vacinadas”, explica a pediatra Amanda Monteiro, do Time de Saúde da Alice.

No caso das vacinas pediátricas, a dosagem, a composição e a concentração do produto são diferentes das vacinas utilizadas nos adultos.

O que já sabemos sobre a vacinação em crianças ao redor do mundo

Os Estados Unidos e vários países da Europa, como Alemanha e Portugal, começaram a vacinar crianças a partir de 5 anos contra a covid-19 desde novembro de 2021. Somente nos EUA, os números já ultrapassam 5 milhões de doses aplicadas.

De acordo com os pediatras e infectologistas que acompanham a evolução da pandemia, as crianças que receberam duas doses da vacina da Pfizer tiveram uma resposta efetiva de anticorpos neutralizantes, o que as protege das formas graves da doença.

Além disso, não foram observados eventos adversos graves associados à vacinação.

E o que já sabemos sobre a variante ômicron?

A variante ômicron foi identificada na África do Sul no final de novembro. A nova variante do coronavírus chamou a atenção dos cientistas devido às suas mutações. 

Classificada pela OMS como uma “variante de preocupação”, a ômicron apresenta 32 mutações na proteína S, que é a chave que o vírus usa para acessar as células humanas e também a base para a formulação de grande parte das vacinas utilizadas hoje, como as vacinas de RNA mensageiro (Pfizer/Moderna) e as de adenovírus (Jansen/AstraZeneca). 

A ômicron  já foi identificada em mais de 18 países, inclusive no Brasil. Dados de estudos preliminares sugerem que essa variante é mais transmissível que a variante Delta – atualmente, a variante predominante na maioria dos países. 

Os dados sobre letalidade da ômicron ainda são incertos, mas os resultados iniciais da África do Sul sugerem que a variante não está associada à maior gravidade da covid-19. 

No entanto, mais estudos são necessários para avaliar tanto sua transmissibilidade quanto gravidade. 

Como funciona a vacinação de crianças contra covid-19 no Brasil

Pfizer

A imunização das crianças de 5 a 11 anos com a vacina da Pfizer foi autorizada no dia 16 de dezembro pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

No mês de janeiro, o Ministério da Saúde realizou uma consulta pública sobre os imunizantes e incluiu a vacinação contra a covid-19 para esse público específico.

De acordo com a nota técnica divulgada pelo governo, a ordem de prioridade na imunização será:

  • crianças de 5 a 11 anos com deficiência permanente ou com comorbidades;
  • crianças indígenas e quilombolas;
  • crianças que vivem em lar com pessoas com alto risco para evolução grave de covid-19;
  • crianças sem comorbidades, em ordem decrescente de idade: primeiro, as de 10 e 11 anos; depois, as de 8 e 9 anos; em seguida, as de 6 e 7 anos; e, por último, as crianças de 5 anos.

No estado de São Paulo, a vacinação começou no dia 15 de janeiro e a previsão é de que na segunda semana de fevereiro seja iniciada a vacinação de crianças sem comorbidades, começando pelas crianças de 10 e 11 anos. 

O intervalo entre a dose inicial e a dose de reforço será de 8 semanas (cerca de dois meses).

Coronavac

No dia 20 de janeiro, a Anvisa também aprovou o uso pediátrico da vacina Coronavac em crianças e adolescentes de 6 a 17 anos, não imunocomprometidos.

A autorização de uso emergencial foi baseada em estudos realizados em diversos países, incluindo China e Chile, e apresentados pelo Instituto Butantan.

A dose pediátrica aprovada do imunizante, que é produzido a partir de vírus inativado, é a mesma usada para adultos (600 SU em 0,5 ml), com um intervalo de 28 dias entre a primeira e a segunda aplicação.

São considerados comorbidades:

  • Insuficiência cardíaca; 
  • Cor-pulmonante e Hipertensão pulmonar; 
  • Cardiopatia hipertensiva; 
  • Síndrome coronarianas; 
  • Valvopatias; 
  • Miocardiopatias e Pericardiopatias; 
  • Doença da Aorta, dos Grandes Vasos e Fístulas arteriovenosa; 
  • Arritmias cardíacas; 
  • Cardiopatias congênitas; 
  • Próteses valvares e dispositivos cardíacos implantados; 
  • Talassemia; 
  • Síndrome de Down; 
  • Autismo; 
  • Diabetes mellitus; 
  • Pneumopatias crônicas graves; 
  • Hipertensão arterial;  
  • Doença Cerebrovascular; 
  • Doença renal crônica; 
  • Imunossuprimidos (Incluindo pacientes oncológicos); 
  • Anemia falciforme; 
  • Obesidade mórbida; 
  • Cirrose Hepática; 
  • HIV.

São consideradas deficiências permanentes:

  • Física: Limitação motora que cause grande dificuldade ou incapacidade para andar ou subir escadas; 
  • Sensorial: Grande dificuldade ou incapacidade de ouvir mesmo com uso de aparelho auditivo;
  • Visual: Baixa visão ou cegueira;
  • Intelectual: Alguma deficiência intelectual permanente que limite as suas atividades habituais.

Quais são os documentos necessários para a vacinação de crianças e adolescentes?

É necessário o documento de identificação da criança para ela vacinar.

Caso o responsável pela criança esteja ausente no momento da vacinação, é preciso um termo de autorização dele por escrito.

Não é necessário nenhum tipo de receita ou prescrição médica.

Como ocorre a transmissão do coronavírus

O coronavírus é transmitido por meio de gotículas, ou seja, pequenas gotas da respiração ou saliva que são produzidas e se espalham quando uma pessoa infectada tosse, espirra ou até mesmo fala.

Essas gotículas podem ser expelidas e acabam sendo inaladas por pessoas que tenham contato próximo à pessoa contaminada. 

De acordo com as evidências científicas analisadas até agora, a taxa de contaminação é mais alta quando as pessoas estão em contato umas com as outras (a cerca de dois metros entre elas). 

Por isso, a prática do distanciamento social é uma ferramenta importante para a redução da transmissão do coronavírus. 

Manter a distância segura entre as pessoas é importante até mesmo quando não há a presença de sintomas, uma vez que pessoas infectadas assintomáticas também podem transmitir o vírus. 

Quais são os sintomas da covid-19

Os sintomas mais comuns são:

  • Febre;
  • Tosse e espirro;
  • Cansaço;
  • Perda de paladar ou olfato;
  • Dor de gargata;
  • Secreção nasal;
  • Dor de cabeça;
  • Tensão e dores musculares.

Os sintomas menos comuns são:

  • Diarreia;
  • Irritações na pele ou ocular.

Os sintomas graves são:

  • Dificuldade respiratória ou falta de ar;
  • Perda da fala ou capacidade motora.

Em caso de sintomas, procure o seu Time de Saúde para avaliar seu quadro.

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