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Viajar na pandemia: devo me preocupar com as novas variantes?

Viajar ou não viajar?

Com o avanço da vacinação e a aproximação do período de férias, muitas pessoas estão encarando o planejamento de viagens. No entanto, as incertezas diante da pandemia de covid-19 trazem algumas dúvidas sobre seguir ou não com os planos em relação aos passeios.

A seguir, listamos algumas das principais dúvidas que podem te ajudar na hora de planejar uma viagem. 

Como definir se a minha viagem é essencial ou não?

Para começar o planejamento da sua viagem, uma boa reflexão a ser feita, em tempos de covid-19, é: essa viagem é essencial ou pode ser adiada? Ainda: quão flexível você pode ser em relação a viajar?

Essas informações se tornam importantes em um contexto de pandemia, uma vez que é preciso pensar em todos os cenários que podem estar atrelados à viagem.

Por exemplo, caso você seja infectado pelo vírus durante a viagem e precise adiar o seu retorno, quais seriam as consequências para a sua rotina a curto prazo? 

Tendo isso em vista, quais seriam seus planos caso exista a necessidade de uma quarentena para se isolar do contato com outras pessoas e evitar o risco de uma disseminação do vírus? Você tem mapeado quem poderia ser a sua rede de apoio caso você precise de cuidados com a saúde?   

Parte do desafio que muitas pessoas estão enfrentando é realmente analisar essas variáveis e reconhecer os prós e os contras de uma viagem sob o contexto da covid-19. 

Para muitas pessoas, os benefícios para a saúde mental de poder ter alguns momentos de lazer, ou até mesmo reencontrar as famílias após meses de isolamento, ou, ainda, participar de uma viagem a trabalho e retomar a interação com os colegas superam os riscos calculados de uma potencial contaminação com o vírus. 

Por isso, definir o que seria uma “viagem essencial ou não” pode não ser uma tarefa fácil. 

Eu já tomei a vacina de covid-19. Posso viajar tranquilo? 

Os números não negam. O avanço da vacinação no Brasil e em todo o mundo diminuiu consideravelmente a taxa de complicação pela doença entre os vacinados. 

No entanto, o vírus continua circulando em todo o mundo e, justamente por isso, as medidas de prevenção devem ser seguidas.

Diante desse contexto, a OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda que as pessoas que não estão totalmente vacinadas com o cronograma das doses específicas de cada vacina, ou que não foram previamente infectadas, ou que tenham mais de 60 anos ou alguma comorbidade devem evitar viagens para regiões em que exista a transmissão comunitária do coronavírus. 

Além disso, o uso de máscaras deve ser mantido durante todo o trajeto da viagem, seja de carro, ônibus ou avião. Como são ambientes fechados, a indicação da OMS é que sejam utilizadas máscaras apropriadas, como a máscara N95, evitando o uso de máscaras de pano. 

O que é a Ômicron? Devo me preocupar com a nova variante?

Primeiramente identificada na África do Sul, a nova variante do coronavírus chamou a atenção dos cientistas devido à sua capacidade de mutações, o que pode tornar o coronavírus mais transmissível. Ela já foi identificada em mais de 18 países, inclusive no Brasil.

Para a OMS, a nova variante é preocupante, mas os pesquisadores em saúde pública pedem cautela em relação à sensação de pânico e medo causado pela descoberta. 

Isso porque ainda não há evidências que confirmem que a Ômicron é mais perigosa ou letal do que as outras variantes, como a Delta.  Mas já há alguns estudos sobre esse tema em andamento.

De acordo com o Ministério da Saúde, os casos confirmados com a variante no país foram em pessoas que já haviam sido vacinadas e, de acordo com a pasta, todas elas apresentaram sintomas leves.

Preciso de teste de covid-19 para viajar de avião no Brasil?

Diferentemente do que ocorre em voos internacionais, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) não estabelece a obrigatoriedade de realizar o teste do coronavírus para embarcar em voos domésticos.

Apesar de não haver obrigatoriedade, alguns destinos específicos, como Fernando de Noronha (PE), podem apresentar protocolos próprios para a entrada de turistas. 

No entanto, os protocolos de segurança permanecem em todos os aeroportos: o uso de máscaras é indispensável em todos os locais de circulação e dentro da aeronave, assim como a necessidade de higienização das mãos e do distanciamento social para evitar aglomerações em filas. 

Preciso de teste de covid-19 para voos internacionais? 

No caso de viagens para outros países, é preciso consultar o regulamento específico de cada localidade e companhia aérea. Estados Unidos e Europa, por exemplo, são locais em que há a obrigatoriedade de apresentar o resultado do teste antígeno ou RT-PCR negativo.

Vou me sentir mais seguro se eu fizer o teste de covid-19?

Apesar de não ser obrigatório, algumas pessoas preferem realizar o teste de covid-19 antes de viajar para se certificar de que estão saudáveis. Nesses casos, a testagem só é eficiente caso ela ocorra em uma janela bem curta em relação à viagem. 

Realizar o teste dias antes da viagem pode deixar de lado pessoas que, potencialmente, estariam incubando o vírus, mas que apresentam o resultado negativo na hora do exame. Por isso, o ideal é realizar o teste 24 horas antes do voo. 

Boas práticas para viajar com segurança

  • Certifique-se de que todos os viajantes não estão apresentando sintomas e não tiveram contato nas últimas duas semanas com nenhum caso confirmado ou suspeito de covid-19;
  • Pratique algum grau de isolamento social antes da viagem;
  • Se possível, programe turismo ou encontros em locais ao ar livre ou que tenham a capacidade suficiente para receber as pessoas respeitando o distanciamento social de no mínimos dois metros;
  • Tenha sempre com você os itens de proteção individual, como máscaras;  
  • Higienize sempre as mãos.

Como ocorre a transmissão do coronavírus

O coronavírus é transmitido por meio de gotículas, ou seja, pequenas gotas da respiração ou saliva que são produzidas e se espalham quando uma pessoa infectada tosse, espirra ou até mesmo fala.

Essas gotículas podem ser expelidas e acabam sendo inaladas por pessoas que tenham contato próximo à pessoa contaminada. 

De acordo com as evidências científicas analisadas até agora, a taxa de contaminação é mais alta quando as pessoas estão em contato umas com as outras (a cerca de dois metros entre elas). 

Por isso, a prática do distanciamento social é uma ferramenta importante para a redução da transmissão do vírus. 

Manter a distância segura entre as pessoas é importante até mesmo quando não há a presença de sintomas, uma vez que pessoas infectadas assintomáticas também podem transmitir o vírus. 

Quais são os sintomas do coronavírus?

Os sintomas mais comuns são

  • Febre;
  • Tosse;
  • Cansaço;
  • Perda de paladar ou olfato.

Os sintomas menos comuns são:

  • Dor de garganta;
  • Dor de cabeça;
  • Tensão e dores musculares;
  • Diarreia;
  • Irritações na pele ou ocular.

Os sintomas graves são:

  • Dificuldade respiratória ou falta de ar;
  • Perda da fala ou capacidade motora.

Em caso de sintomas, procure seu Time de Saúde para avaliar seu quadro.

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Porque plano de saúde já não é mais suficiente.

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