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Brincadeiras ao ar livre: veja razões para incentivá-las

Ambientes abertos propiciam o desenvolvimento de várias habilidades e o fortalecimento do sistema imunológico; confira dicas e benefícios.

Ilustração mostra crianças brincando

Tudo pode se transformar em brincadeira de criança. Amassar um papel de embrulho, estourar bolinhas de sabão ou pular na cama são atividades simples, mas que alegram os pequenos.

Ao ar livre, as possibilidades de diversão se multiplicam. O contato com a natureza amplia o conhecimento da criança sobre o mundo, estimula a curiosidade e ainda traz vários benefícios à saúde.

Confira sete razões para sair de casa com a criançada e explorar parques, áreas arborizadas, zoológicos, clubes, praias e outros ambientes abertos:

1. Gasto de energia e maior condicionamento físico

Locais ao ar livre permitem que as crianças corram, pulem e participem de diversas atividades, como jogar bola. Dá para gastar bastante energia e ainda trabalhar o condicionamento físico.

“Espaços maiores ao ar livre podem proporcionar maior liberdade de movimento, o que também contribui para aquisição e refinamento de habilidades motoras”, afirma o preparador físico Rafael Briet, da comunidade de saúde da Alice.

Os movimentos físicos são essenciais para o desenvolvimento ósseo e muscular, além de evitarem a obesidade infantil.

O Guia de Atividade Física para a População Brasileira recomenda pelo menos três horas de atividades físicas diárias para crianças de um a cinco anos. A partir dos seis anos, é indicada uma hora ou mais, o que pode ocorrer em períodos fracionados.

2. Desenvolvimento de habilidades cognitivas

Por meio das brincadeiras, as crianças criam representações da realidade e desenvolvem habilidades para vivenciá-las. Os momentos lúdicos estimulam o crescimento do cérebro.

“Durante esse período, no qual as janelas de oportunidades estão abertas, as experiências são enviadas e traduzidas em conexões sinápticas essenciais para a maturação adequada do cérebro e para o desenvolvimento neuropsicomotor satisfatório”, registra publicação da Sociedade Brasileira de Pediatria sobre o assunto.

Como resultado, são aprimoradas funções como linguagem, habilidades matemáticas e a capacidade de pensar criativamente, solucionar problemas e realizar várias tarefas ao mesmo tempo.

3. Desenvolvimento dos sentidos

Os locais a céu aberto são propícios para a exploração dos cinco sentidos: visão, audição, paladar, olfato e tato.

A criança consegue pisar na terra, sentir o cheiro das flores, ver insetos e aves, além de ouvir os sons da natureza. Às vezes dá até para provar uma fruta tirada do pé.

Para os pais e cuidadores, o mais gostoso é observar a criança refinando a atenção ou experimentando coisas novas, como texturas e sabores.

4. Socialização e senso de pertencimento

Ao saírem de casa para brincar, os pequenos têm a oportunidade de conhecer outras crianças e de observar o comportamento de outras famílias. Perceber que existem diferentes formas de pensar e de agir favorece o respeito à diversidade.

Em locais públicos com atrações como balanço e escorregador, a garotada também aprende a dividir os brinquedos, a esperar a vez de se divertir e a conservar o que é de todos.

Outra vantagem é que, ao interagirem com as pessoas do bairro ou da região, nutrem o sentimento de pertencimento a uma comunidade e compreendem a importância da cooperação.

5. Autoconhecimento e autoestima

Incentivar as crianças a passar mais tempo ao ar livre e longe da tecnologia também melhora a saúde emocional e intelectual.

Os espaços a céu aberto trazem sensação de liberdade, o que estimula a autonomia e desperta o senso de independência. A criança pode ficar mais propensa a testar os próprios limites.

O momento pode ainda se transformar em reflexão sobre si mesma, incluindo análise de habilidades, gostos e preferências.

Uma pesquisa realizada na Inglaterra mostrou que, no geral, o contato com a natureza amplia a sensação de bem-estar e aumenta a autoestima das crianças.

6. Produção de vitamina D

A vitamina D é também conhecida como a “vitamina do sol”. Ela pode ser produzida pelo organismo quando a pele fica em contato com os raios solares. E quais são os melhores locais para essa conexão ocorrer? Os espaços ao ar livre!

Garantir a quantidade diária de vitamina D é essencial para o desenvolvimento dos ossos e para manter os dentes saudáveis.

Crianças que se expõem pouco ao sol podem ter que suplementar essa vitamina, mas isso vai depender da análise do pediatra, que levará em conta outros fatores, relacionados à idade e ao perfil individual.

7. Ganho de vitamina ‘S’

Outro benefício de brincar ao ar livre é obter a chamada “vitamina S”. Essa é uma forma figurada de dizer que, em contato com sujeira, a criança cria anticorpos.

A ideia é sustentada por pesquisas científicas. Um estudo realizado na Dinamarca mostrou que o contato com um pouco de sujeira fornece ao organismo bactérias que ajudam o sistema imunológico a ficar mais resistente a alergias e outras doenças.

A ideia, claro, não é liberar geral, deixando que a criança brinque em locais sem condições de higiene. Mas se o ambiente for bem conservado, pais e cuidadores não devem ficar neuróticos com tudo em que a criança toca.

O segredo é o equilíbrio. Depois da diversão, é sempre indicado lavar as mãos com água e sabão.


Porque plano de saúde já não é mais suficiente.

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